Giulia Maria Zanfelice, uma jovem de 22 anos, é um exemplo notável de determinação e resiliência. Natural de Rio Claro (SP), ela se prepara para enfrentar o vestibular da Universidade de São Paulo (USP) pela sexta vez, em busca de uma vaga no tão almejado curso de medicina. A data marcada para o desafio é 1º de novembro, quando a primeira fase da Fuvest será realizada.
Apesar das frustrações acumuladas ao longo de cinco anos de cursinho, Giulia permanece firme em sua luta. Para ela, a vontade de se tornar médica não é apenas um sonho pessoal, mas também uma forma de retribuir ao Sistema Único de Saúde (SUS) o que ela e sua família receberam ao longo dos anos. “Fui criada por três mulheres que me ensinaram sobre força e resiliência. Quando entrar na faculdade, serei a primeira da minha família a alcançar uma graduação”, revela com orgulho.
O caminho até aqui não foi fácil. Giulia enfrenta o estigma da comparação com colegas que já ingressaram na faculdade, mas essa adversidade não a desanima. Ela acredita que cada tentativa traz aprendizado, e que o conhecimento adquirido ao longo do tempo é um valioso patrimônio que a prepara para os próximos desafios.
Outros estudantes também compartilham dessa jornada. Murillo Moura, de 21 anos, está há quatro anos em busca de uma vaga em medicina e enfatiza a importância da paciência. “É preciso ter resiliência e paciência. Não desista, porque vale a pena no final”, aconselha ele, refletindo sobre a motivação que impulsiona sua trajetória.
A psicóloga Mariana Viviani, orientadora educacional do Colégio Oficina do Estudante, complementa essa visão ao destacar que o tempo de preparação nos cursinhos é um investimento, não um desperdício. “Esse processo fortalece a resiliência e a disciplina, habilidades essenciais não só para o vestibular, mas para toda a carreira médica”, explica.
Com a proximidade da prova, Giulia e seus colegas enfrentam a pressão que vem acompanhada da sensação de ‘tudo ou nada’. Contudo, Mariana ressalta que essa prova deve ser vista como um passo em direção ao sonho, e não como a única oportunidade de alcançá-lo. “A aprovação, quando chegar, será o resultado de todo o esforço empregado”, conclui a especialista.
Enquanto o dia do vestibular se aproxima, Giulia continua a cultivar sua paixão pela medicina e a esperança de que, em breve, sua dedicação será recompensada com a tão sonhada vaga na faculdade. O esforço contínuo e a luta por seus objetivos refletem um espírito indomável que merece ser celebrado.



